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21 de janeiro de 2021
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13/01/2021 às 11h38

Fim do auxílio ainda não prejudica vendas, mas há uma grande preocupação entre a classe empresarial.


iviagora

Segundo o governo federal o mês de janeiro será o último de saques do Auxilio Emergencial, benefício criado para auxiliar a população financeiramente durante a pandemia e chegou ao fim em 2020.

O auxílio serviu como um estímulo e se tornou até mesmo um meio de pagamento de dividas nos comércios.  O fim do benefício é sinônimo de preocupação para a grande maioria dos comerciantes de Ivinhema e região, não somente para aqueles que recebiam o pagamento de suas vendas com o auxílio de forma direta, mas aqueles que eram afetados indiretamente pelo benefício. O benefício foi um divisor de águas durante a pandemia, depois de alguns meses difíceis, a chegada do auxílio ajudou demais no aumento das vendas.

Se tudo continuar como está, as festas, eventos, dentre outros canceladas e sem o auxílio, vamos sentir, porque vira uma bola de neve. Sem auxílio, a pessoa deixa de comprar do meu cliente, que deixa de comprar de mim e eu acabo deixando de comprar de outro e vira uma bola de neve.

Já tivemos uma queda nas vendas que acontece naturalmente em janeiro e fevereiro, mas sem o auxílio está pior ainda. Quando o benefício começou a ser pago nós tivemos um bom aumento nas vendas, mas clientes começaram a aparecer, pagando seja diretamente com o auxílio ou não. Alguns setores cresceram muito as vendas, outros cairam e outros normalizado.

 

Quando o auxílio começou a ser entregue para valer, o comercio vinha vendendo bem, é claro que subiu um pouco, mas não estávamos mal das pernas ou coisa do tipo. Agora acho que deve dar uma diminuída novamente, mas não acho que iremos perder muitas vendas. Sabemos que tudo deve se normalizar com o passar dos meses, mas antes disso passaremos por dias complicados.

Um dos setores que começou a ser procurado com mais frequencias são os CRAS, a população de baixa renda começa a buscar cestas basica e outros beneficios para ajudar na despesas de casa. Isso ocorre em toda região. 

Com dinheiro desvalorizado o poder de compras da população diminui e muito, mál da pra comprar o basico e pagar, agua, energia, remedios e até aluguel, fora o IPTU, taxa de lixo dentre outros. 

Vamos torcer para dias melhores, que possamos vencer todas as dificuldades. 

Presidente da ACIIV Valentim Peixoto.