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02/10/2018 às 05h46

Passa de 1.200 o número de mortos na Indonésia após terremoto e tsunami devastadores

Número total de mortos, no entanto, não é definitivo e cresce à medida em que os socorristas têm acesso às zonas mais remotas.


IVIAGORA - G1
Foto: Adek Berry / AFP

Fuzileiros navais buscam sobreviventes e corpos em Palu

O número de mortos após o terremoto de magnitude 7,5 seguido de tsunami na ilha indonésia de Sulawesi subiu para 1.234, indicaram as autoridades nesta terça-feira (2).

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em indonésio), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou, na capital Jacarta, que há 799 pessoas feridas gravemente internadas em vários hospitais. A catástrofe ainda deixou 59 mil deslocados.

Dois terremotos - de magnitudes 5,9 e 6 - abalaram na manhã desta terça a região da ilha indonésia de Sumba, que fica a centenas de quilômetros de Palu, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS). Até o momento não houve novos alertas de tsunami para a região.

O balanço de vítimas cresce à medida em que os socorristas avançam e começam a ter acesso às regiões mais remotas, como o distrito de Sigi Biromaru, a sudeste de Palu, cidade mais atingida pelo tremor e pelo tsunami de sexta-feira (28).

O número de mortos aumentou porque as equipes de resgate entraram em áreas que estavam inacessíveis desde sexta. No entanto, o porta-voz admitiu que ainda há áreas onde o acesso está difícil.

"Existem alguns lugares que não conseguimos chegar. Em Donggala, por exemplo, há alguns distritos onde temos que enviar suprimentos por helicóptero", disse o coronel Muhammad Thohir, do Exército indonésio.

Palu é a capital da província de Sulawesi, tem uma população de aproximadamente 350 mil pessoas, e é vizinha do distrito de Donggala, com 277 mil habitantes. Elas são as regiões consideradas as mais afetadas pelo terremoto e tsunami.

O coronel afirmou que gasolina e água potável estão chegando à ilha, embora ainda de forma insuficiente para as necessidades de dezenas de milhares de vítimas que perderam tudo.

Equipes também trabalham para restabelecer os serviços de energia elétrica e telecomunicações, além de reabrir as estradas.

Ajuda internacional

 

Sutopo informou que 26 países e duas organizações internacionais oferecem assistência, mas não forneceu dados das ONGs que colaboram na busca e atendimento das vítimas.

O envio de material de ajuda à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas, e os aeroportos, muito danificados.

A ONG Oxfam prevê o envio de ajuda a, potencialmente, 100 mil pessoas, com destaque para alimentos instantâneos, equipamentos de purificação de água e barracas, anunciou Ancilla Bere, diretora da organização na Indonésia.