Muito abalada e sem acreditar que o neto foi assassinado pela própria mãe, a avó do adolescente, 17 anos, esfaqueado na tarde deste domingo (21), no Jardim Centro-Oeste, pede por justiça pela morte precoce do menino que ela criou e viu crescer.
“Peço por justiça porque uma mulher dessa que é capaz de matar o filho é capaz de matar qualquer pessoa, espero que ela nunca mais saia da cadeia. Se eu tivesse dinheiro eu pagaria um advogado para nunca mais deixar ela sair de lá”, pediu a aposentada Angelita de Araújo, 65 anos.
Na manhã de hoje, Angelita conversou com a reportagem na casa que mora. Segundo a idosa, a vítima morava com ela desde quando tinha 2 anos, após ela conseguir a guarda do neto. “Ela abandonou ele e o irmão aqui sem roupa, sem documento, sem nada, só com o chinelo no pé. Foi eu que criei eles, não foi fácil, foi bastante difícil. Criei meu neto para ela vir e matar ele. Eu não entendo isso”, chorou. -
Conforme relatado por Angelita, essa não foi a primeira vez que a assassina confessa, Rozely Henrique, 43 anos, esfaqueou uma pessoa. “Ela já esfaqueou outros dois ex-maridos durante brigas, inclusive o atual já foi ferido duas vezes. Ela já fez isso várias vezes, mas agora infelizmente conseguiu o que queria, matar alguém”, afirmou.
Angelina revelou ainda que a relação dela com Rozely nunca foi boa, mas depois que os netos cresceram a convivência melhorou um pouco. “Ela sempre vinha aqui em casa para chamar os meninos para irem na casa dela. Como ela é a mãe biológica eles acabavam indo, mas lá sempre tinha confusão”, disse.
A avó do adolescente conta que ficou sabendo do crime através de um homem conhecido da família. “Veio aqui e disse que ele [vítima] estava caído na rua esfaqueado. Quando eu cheguei lá os bombeiros já tinham levado ele para a Santa Casa”, relembra.
Angelita foi até o hospital levar os documentos do neto e logo após chegar recebeu a notícia da morte. “Os médicos falaram que uma das facadas atingiu uma artéria dele, foi por isso que ele morreu, foram duas facadas”, expôs.
A avó descreveu o neto como companheiro e trabalhador. “Ele era o neto que mais ficava em casa comigo, sempre estava aqui. As vezes fazia bico para conseguir dinheiro, mas como era jovem não tinha emprego fixo”, finalizou chorando.
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS






