Empresários, PMs e moradores estão entre os 14 presos por assalto a agência bancária em Brasnorte


A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou, durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 04, em Cuiabá, que entre os 14 presos suspeitos de envolvimento no assalto à agência do Sicredi, em Brasnorte, estão empresários, policiais militares e moradores do município. O crime ocorreu na última quinta-feira, 31 de julho, e mobilizou uma grande força-tarefa policial.

Inicialmente investigado como um caso de “novo cangaço”, o assalto não se enquadra nessa modalidade, segundo o delegado Gustavo Belão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). As investigações apontaram que o crime foi cuidadosamente planejado durante reuniões realizadas cerca de 20 dias antes da ação, envolvendo apoio logístico de diversos participantes, incluindo um agiota e até um recepcionista do hotel onde havia um quarto reservado para a quadrilha se esconder após o roubo.

No sábado, 02, quatro dos criminosos que invadiram a agência, fizeram funcionários reféns e fugiram com o dinheiro, foram presos em Vilhena, Rondônia, junto com outras duas pessoas que prestaram apoio. A polícia também prendeu dois cabos da Polícia Militar de Mato Grosso, suspeitos de terem recebido pagamento para atrasar em cerca de cinco minutos o início das buscas pelos assaltantes, facilitando a fuga do grupo. Um dos veículos usados na ação chegou a ser incendiado para despistar as autoridades.

A Corregedoria Geral da Polícia Militar divulgou nota afirmando que abrirá procedimento administrativo para investigar o caso e reforçou que a corporação “não coaduna com nenhum tipo de crime ou atividade ilícita por parte de seus integrantes”, adotando postura de “tolerância zero contra qualquer ato ilegal, dentro ou fora da corporação”.

Apesar das prisões, a quantia em dinheiro roubada ainda não foi recuperada. A polícia acredita que o valor — ainda não divulgado — foi dividido entre os envolvidos e ocultado estrategicamente para dificultar a localização. As investigações continuam, com foco na recuperação do montante e na identificação de outros possíveis participantes.

A operação contou com o apoio de mais de 100 agentes da Polícia Civil e Militar, incluindo equipes do GCCO, CORE, Bope, Ciopaer, Força Tática, além das delegacias de Brasnorte e Tangará da Serra.

G1