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4 de junho de 2020
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08/01/2020 às 08h47

Governo incentiva castidade para prevenir gravidez entre os jovens


iviagora - templariodemaria

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos sugere a abstinência sexual como o único método ‘100% eficaz’.

O governo do presidente Jair Bolsonaro incluiu uma nova frente nas políticas adotadas para prevenção da gravidez precoce e sexo seguro entre adolescentes: a abstinência sexual. Os ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos (MDH) e da Saúde elaboraram políticas para estimular jovens a deixarem de fazer sexo.

O MDH, liderado pela ministra Damares Alves, passou a preparar eventos públicos para promover a abstinência sexual, sob o pretexto de discutir iniciativas voltadas à prevenção da gravidez na adolescência. Em um evento sobre gravidez precoce realizado em dezembro em um auditório da Câmara dos Deputados, a pasta convidou defensores da abstinência sexual.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma índice de 56,4 nascimentos a cada mil mulheres adolescentes na segunda metade da década — a taxa mundial é de 44 para cada mil. Diante desse quadro, o MDH optou pelo que classifica de “preservação sexual”.

O MDH acrescenta que “a prevenção do risco sexual já é política em outros países com resultados exitosos em diversos indicadores sociais”.

 

“A ideia de promover a preservação sexual está sendo considerada como estratégia para redução da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz e em razão de sua abordagem não ter sido implementada pelos governos anteriores”.

Um caso de sucesso deste tipo de política ocorreu em Uganda, que conseguiu reduzir de 30 para 6% a taxa de AIDS promovendo mais abstinência que preservativos, exemplo que deve ser empregado em todo o continente.

”O método de Uganda era claro: a AIDS te mata, abstenha-se das relações sexuais antes do matrimônio e sejas fiel no matrimônio. A esperança se recuperou e Uganda se converteu em um ponto de referência para o tema da AIDS”, afirma um especialista africano.

Entretanto, recorda que o caso Uganda não tem apoio comercial porque os vendedores de preservativos perdem negócio ao promover a abstinência e em segundo lugar “algumas organizações ganham o pão de cada dia através da AIDS. Isto obriga a mudar a estratégia de prevenção a algo que não seja a Castidade”.

A deputada católica Chris Tonietto fez o seguinte comentário em suas redes sociais:

Louvamos a iniciativa da Secretária Nacional da Família, Angela Gandra Martins, que busca, apenas reafirmando o óbvio, combater o crescimento alarmante do sexo irresponsável na adolescência e todos os males sociais que pode acarretar: o combate às consequências deve levar-nos à indagação sobre as causas, e não há melhor remédio para isso do que o fomento e o fortalecimento da virtude da castidade.

Respeitando e amoldando-se ao código moral que já é o da vasta maioria dos brasileiros, a Secretaria Nacional da Família, com a política do “Escolhi Esperar”, promete-nos resultados muito mais amplos e duradouros do que a promoção de métodos contraceptivos, e afasta-nos um pouco mais da abominação do aborto.