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23 de fevereiro de 2020
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16/01/2020 às 12h27

Vizinho denuncia e Conselho encontra crianças abandonadas


iviagora - douradosnews/cgnews

O Conselho Tutelar de Campo Grande resgatou quatro irmãos com idades de 3 a 13 anos vivendo em situação de abandono, numa casa localizada no Jardim Tijuca, na Capital. O caso foi registrado no início da tarde de ontem (15) e será investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Conforme o Campo Grande News, o caso foi descoberto após o vizinho da família relatar que teria recebido um vídeo do pai das crianças abusando de umas das meninas, a de 7 anos. A conselheira Letícia Louveira relata que no local foi constatado que os irmãos viviam em situação insalubre - em meio à sujeira e se alimentando de comida não apropriada para o consumo.

Até o momento os pais não foram localizados. Por isso, os quatro foram ouvidos na delegacia e na sequência levados para um abrigo da cidade.

Ainda segundo o site, a polícia descobriu que a menina de 7 anos sofreu abusos sexuais do próprio pai com a ajuda da mãe. Nas imagens obtidas pela polícia, a mulher imobiliza a filha para que o marido pratique o estupro. 

A criança disse que já sofreu a violência outras vezes, sendo a última ocorrida em dezembro. 

O celular do adolescente de 13 anos será periciado, já que algumas imagens ou vídeos foram apagados e a polícia quer saber o conteúdo deste material. 

As crianças foram ouvidas ontem na delegacia. A menina de 7 anos relatou que foi violentada mais de uma vez, a última, em dezembro de 2019. Os pais serão indiciados estupro, ameaça e abandono intelectual.

A delegada Franciele Candotti Santana, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) disse que as crianças viviam na casa de um cômodo. “Era uma situação bastante deplorável, elas estavam vivendo numa sujeira danada, sem condições, em total situação de abandono”, disse.

A conselheira tutelar comprou sorvete e, depois, na delegacia, elas ainda comeram lanche. “Elas comeram desesperadas”, relatou a delegada. Desde 2019, as crianças não frequentavam a escola e eram ameaçadas pelo pai a não contar a violência sofrida.