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23 de fevereiro de 2020
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24/01/2020 às 07h37

Adolescente atira acidentalmente com espingarda e mata amigo de 13 anos em MS


iviagora - MIDIAMAX

Um adolescente de 13 anos de idade morreu após ser atingido por um tiro acidental de uma espingarda no início da tarde desta quinta-feira (23). O caso ocorreu na cidade de Rochedo, a 81 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Civil está no local. O pai do menor que atirou será indiciado por posse ilegal de arma de fogo e omissão da cautela na guarda de arma de fogo.

No início desta tarde, o adolescente estava em casa com o amigo de 13 anos, quando pegou a arma do pai, que estava em cima do guarda-roupas. A espingarda era modificada para calibre 22, com capacidade de uma munição por vez. “Na curiosidade, ele passou a manusear essa espingarda, que estava com uma munição”, explicou o delegado de polícia em Rochedo, Valmir Moura Fé. Durante esse manuseio, houve um tiro acidental, sendo que o amigo estava na frente e foi atingido na cabeça.

O menor não resistiu e morreu no local. A Polícia Civil esteve na residência, realizou os procedimentos necessários e liberou o corpo para ser levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) em Campo Grande. A espingarda também foi apreendida e será periciada. “O menor que fez o disparo será ouvido pela polícia, na presença dos pais”, afirmou Moura Fé.

O pai do adolescente será indiciado pelo posse ilegal de arma de fogo. “Aguardarei o resultado da perícia para saber sobre a modificação da arma para indiciá-lo”, destacou o delegado. O pai também poderá responder por omissão de cautela na guarda de arma de fogo – quando a pessoa que tem o posse deixa de observar e manter cautelas necessárias para impedir que menor de 18 anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo.

Já o filho que atirou acidentalmente será indiciado pelo ato infracional equiparado a homicídio culposo. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

O delegado afirmou que as famílias dos adolescentes eram amigas e estão abaladas com o caso. Como são menores de idade, o nome dos envolvidos foi preservado pela reportagem.