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04/04/2020 às 08h38

Além de Campo Grande, quatro cidades de MS podem ter alto índice de coronavírus


iviagora - midiamax

Com 60 casos confirmados de Covid-19, o novo coronavírus, Mato Grosso do Sul possui cinco cidades com possibilidade de epidemia. Embora Campo Grande concentre o maior número dos infectados, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Bonito podem se tornar centros epidêmicos.

O apontamento para a possibilidade de grande aumento de casos nessas cidades foi realizado pelo Núcleo de pesquisas da Mave (Métodos Analíticos para Vigilância em Epidemiologia). O estudo foi realizado com apoio do Ministério da Saúde e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O estudo aponta que a redução da mobilidade dos sul-mato-grossenses entre os municípios pode retardar o aumento de casos no estado. Caso seja cortada 80% da mobilidade, algumas cidades como Selvíria, poderiam ganhar até 70 dias de retardação da infecção, e em Campo Grande podem ser até 40 dias.

“Vemos que, para termos um ganho de tempo significativo para ação, é necessária a combinação das duas
ações: distanciamento social e redução no fluxo intermunicipal”, consideram os pesquisadores. Além disto, em nota no relatório, eles recomendam “o reforço na testagem de Covid-19, na medida em que existe uma atividade muito alta de SRAG no Estado”

MS está entre os estados que mais desrespeitam quarentena, aponta estudo

A taxa de isolamento social aumentou nos últimos dias em Mato Grosso do Sul, mas o estado ainda está entre os que mais desrespeitam a quarentena. Um estudo aponta que MS é o quinto estado com menos pessoas em casa. O índice de isolamento social é de 48,1%, ou seja, mais da metade da população está nas ruas. 

O estudo é da In Loco, uma empresa que monitora a população pelo localizador dos celulares. Com 48,1% de pessoas em casa, MS está entre os cinco estados com os piores índices de isolamento social. O estado só fica atrás do Tocantins (45,04%), Roraima (45,75%), Rondônia (46,91%) e Mato Grosso (47,08%).

Goiás é o estado com o melhor índice de isolamento, com 60,14% das pessoas em casa. Em segundo lugar, o Distrito Federal tem índice de 57,58%, seguido por Pernambuco com 57,42%, Ceará com 56,40% e Piauí com 56,48%.

Como funciona o mapeamento? 
A ferramenta será utilizada de forma interna pelo Governo do Estado para direcionar ações de enfrentamento ao Coronavírus nos municípios com menos adesão ao isolamento. O módulo de software disponibilizado pela In Loco, permite que o governo mapeie a movimentação de pessoas dentro de regiões específicas, e identifique as localidades que estão cumprindo ou não os protocolos de distanciamento social. Os dados coletados consideram um perímetro de 450 metros da residência do usuário.

A tecnologia foi desenvolvida para respeitar a privacidade das pessoas. Isso significa que a empresa não consegue identificar diretamente os usuários dos smartphones mapeados. “A única informação coletada é a localidade do aparelho, por meio de sensores presentes nos smartphones, como Wi-Fi, Bluetooth, GPS, entre outros. Portanto, não temos acesso aos dados de identificação civil como nome, RG, CPF e endereço de e-mail, por exemplo”, explica o CEO da In Loco, André Ferraz.

O projeto direcionado ao combate do coronavírus, respeita não apenas a privacidade dos indivíduos mas todos os aspectos legais previstos na Constituição Federal, Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil e se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor em agosto de 2020.