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11 de agosto de 2020
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19/05/2020 às 08h37

China teme que pandemia de covid-19 no Brasil prejudique oferta de soja


iviagora - canalrural

A China teme uma possível falta de soja por causa do aumento de casos de covid-19 no Brasil, principal exportador do grão. Diante disso, o país pediu que empresas de comércio e processadoras de alimentos aumentem seus estoques de grãos e oleaginosas.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang, afirma que os chineses estão cada vez mais preocupados com a situação brasileira e que por ser um país que depende de importações, não podem brincar com a segurança alimentar do seu povo.

Tang comenta, ainda, que o interesse nacional do Brasil é manter relações fortes de aliança com a China, que além de importar muito do nosso país, também fornece equipamentos para lutar contra o coronavírus.

 

Tensões China-EUA

O relatório interno do Ministério de Segurança da China, publicado pela agência Reuters, afirma que a crescente hostilidade dos Estados Unidos contra os chineses, provocada em parte pela retórica americana, chegou ao pior nível desde o massacre da praça Tiananmen, em 1989. O texto conclui que o país norte-americano vê Pequim como uma ameaça econômica e de segurança.

De acordo com o documento, o presidente norte-americano, Donald Trump, tem usado a pandemia para reforçar as bases protecionistas de sua política comercial e argumentar que os Estados Unidos não podem depender de longas cadeias globais de produção, em um recado direto à China, que respondeu, em 2018, por mais de 40% da produção de insumos e equipamentos médicos do mundo.

Preços do boi podem ganhar ainda mais força no 2 º semestre

A oferta restrita de boi gordo e a demanda aquecida da China pela carne bovina brasileira conseguiram segurar as cotações do gado mesmo com a pandemia da Covid-19. De acordo com a FCStone, os preços do boi gordo podem ganhar ainda mais força no segundo semestre se houver uma recuperação rápida da demanda interna e uma possível redução de animais confinados.

Sobre este assunto, conversamos com o analista de mercado Caio Toledo.