Subtenente morta é 3º caso de feminicídio que assassino tenta simular suicídio em MS


Marlene de Brito Rodrigues, subtenente da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), foi morta a tiro no final da manhã desta segunda-feira (6), no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. Ela foi encontrada fardada e já sem vida.

Segundo informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a policial teria ido para casa almoçar. Lá, encontrou o namorado, que afirmou de início aos policiais que ela teria cometido suicídio por supostamente não aceitar o fim do relacionamento.

No entanto, o namorado foi levado pela polícia algemado. Ele teria confessado, durante as apurações policiais no local, o feminicídio. Ao sair da casa para entrar no camburão, ele foi xingado pelos vizinhos de ‘assassino’.

O companheiro da militar teria sido flagrado com uma arma na mão por testemunhas, e, em seu corpo, possíveis marcas de sangue foram encontradas.

Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar e estava há mais de 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) estão no local, além da PM.

Versões contraditórias

O namorado reforçou para a polícia que ela mesmo teria tirado a própria vida. “Ela foi ao canto da sala e cometeu suicídio, ele [namorado] avançou e segurou na mão dela e ela apertou o gatilho”, disse um militar que atendeu à ocorrência.

Tempos depois, o namorado apresentou versões contraditórias. “Ele entrou em várias contradições quando foi encontrado com a arma na mão. Em uma das primeiras versões, ele alega que a arma estava caída. Então já entrou na quarta versão dos fatos, então não podemos acusar e nem inocentar”, frisou.