Policial
Gecoc/MPMS cumpre 7 mandados de prisão contra investigados por desvio de recursos da manutenção de ruas em Campo Grande
Maços que totalizam R$ 429 mil em espécie foram recolhidos por agentes do Ministério Público estadual nesta terça-feira (12), durante a ofensiva Buraco Sem Fim, voltada a apurar fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande. Só na residência de um servidor público havia R$ 186 mil escondidos. Outro alvo guardava R$ 233 mil.
Ao todo, sete pessoas foram levadas à prisão preventiva e outras dez tiveram imóveis vasculhados, todas na Capital. A frente é tocada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) em conjunto com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Entre os detidos figura Rudi Fiorese, que respondeu pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) durante seis anos, de 2017 a 2023.
A linha de apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) descreve a atuação de um grupo criminoso voltado a burlar, de modo sistemático, os serviços de conservação do asfalto na cidade. O modelo identificado pelos investigadores envolveria adulteração das medições de obra e a liberação de quantias que não tinham contrapartida nas ruas.
Para o Gecoc, o que sustentava o esquema era justamente esse descompasso: a prefeitura quitava valores acima do trabalho de fato executado, o que abria caminho para subtração de recursos do erário, geração de patrimônio irregular aos envolvidos e, na ponta, pavimentação de qualidade inferior pela Capital.
Os números levantados pela investigação reforçam o porte do contrato sob suspeita. De 2018 a 2025, a companhia alvo das diligências acumulou pactos e aditamentos firmados com o município que somam R$ 113.702.491,02.






