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Suspeita de incêndio que matou homem em banheiro é presa escondida em matagal
Mayara Paulino de Souza, de 34 anos, foi presa na manhã desta sexta-feira (22/5), por agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais), suspeita de incendiar o banheiro onde um homem estava na Rua dos Alpes, esquina com a Rua Belo Horizonte, no Jardim Itália, em Dourados.
O caso, inicialmente tratado como morte acidental, passou a ser investigado como homicídio após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento que uma mulher se aproxima da porta do banheiro do bar, jogo um líquido e ateia fogo com isqueiro.
A suspeita foi localizada escondida em uma área de mata próxima a um córrego entre o Jardim Itália e a Vila Adelina Rigotti, região bastante conhecida pela presença de usuários de drogas.
De acordo com o delegado-chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), Lucas Albe Veppo, as imagens coletadas pela Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) não há dúvidas de que o fogo foi proposital.
“Sabemos que o incêndio foi causado de forma proposital e ocasionou a morte de um indivíduo que estava no interior desse banheiro”, afirmou o delegado.
Segundo a investigação, as roupas usadas pela pessoa que aparece nas imagens são semelhantes às peças encontradas escondidas por Mayara. A própria suspeita teria levado os policiais até o local onde estavam um tênis branco, uma calça jeans e uma jaqueta e dentro do bolso um isqueiro azul.
Apesar disso, Mayara nega ter cometido o crime, mas confessou que brigou com a vítima durante a madrugada, na Praça Paraguaia, por causa de drogas.
O homem morto no incêndio ainda não foi oficialmente identificado. Conforme a polícia, ele vivia em situação de rua e costumava dormir no banheiro onde o corpo foi encontrado.
A reportagem apurou que além de Mayara, outras três pessoas, sendo uma mulher e dois homens, foram levadas para a delegacia e também terão eventual participação investigada.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é a possibilidade da vítima já estar morta antes do incêndio, mas Lucas ressaltou que é necessário os resultados dos laudos periciais e necroscópicos.
“A polícia também apura o motivo da vítima não ter esboçado reação para fugir do local”, explicou Lucas Albe Veppo.
A investigação segue em andamento e a polícia deve analisar novas imagens de segurança, ouvir testemunhas e interrogar novamente a suspeita antes de decidir sobre eventual autuação em flagrante.
Credito Ligado na Notícia
Chegada de Mayara à Delegacia do SIG, em Dourados; Foto: Sidnei Bronka/Ligado Na Notícia






