Policial
Gabriel Benites morre após troca de tiros com policiais do Choque em Caarapó
Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos, morreu no fim da tarde deste sábado (11) após um confronto com uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar, na Rua Euclides da Cunha, no Conjunto Habitacional Capitão Vigário, em Caarapó.
Conforme apurado pelo CaarapoNews, o confronto ocorreu por volta das 17h30. Gabriel chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Beneficente São Mateus, mas deu entrada na unidade já sem sinais vitais.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe participava da Operação Protetor, que reforça o policiamento ostensivo no município, quando recebeu informações do setor de inteligência de que o jovem estaria com uma pistola calibre 9 milímetros supostamente utilizada em um homicídio registrado recentemente em Caarapó.
Ainda segundo a versão oficial, os policiais foram até o endereço indicado e localizaram Gabriel na área externa da residência. Ao perceber a aproximação da equipe, ele teria corrido para o interior do imóvel.
A corporação informa que, durante a tentativa de abordagem, os policiais entraram na residência e, nesse momento, o suspeito teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a equipe. Diante da agressão, os militares revidaram para conter a ação e preservar a própria integridade.
Gabriel foi atingido por disparos no peito, abdômen e costas. Conforme a Polícia Militar, ele ainda apresentava sinais vitais após o confronto, recebeu os primeiros socorros dos próprios policiais e foi encaminhado ao Hospital Beneficente São Mateus, onde morreu pouco depois. Nenhum policial ficou ferido.
Durante a ocorrência, os militares apreenderam uma pistola Canik calibre 9 milímetros, dois carregadores, oito munições intactas e uma munição deflagrada. Segundo a PM, o armamento está avaliado em aproximadamente R$ 11 mil. A corporação afirma ainda que a arma era frequentemente exibida pelo suspeito em vídeos publicados nas redes sociais e que há suspeita de sua utilização em um homicídio ocorrido na cidade. Essa informação, no entanto, ainda será apurada no decorrer das investigações.
A ocorrência foi registrada, em tese, pelos crimes de desobediência, resistência, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tentativa de homicídio, integração de organização criminosa e homicídio decorrente de oposição à intervenção de agente do Estado, classificação utilizada quando há morte durante confronto com agentes de segurança pública.
Segundo a Polícia Militar, todos os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência foram adotados, incluindo a preservação do local, o acionamento da perícia, a apreensão da arma de fogo e a comunicação às autoridades competentes.
Em nota, o Batalhão de Polícia de Choque informou que a atuação ocorreu dentro da Operação Protetor e reafirmou que suas ações são pautadas pela legalidade, pela técnica policial e pelos princípios institucionais da corporação.
Este é o segundo caso de morte em confronto envolvendo equipes do Batalhão de Choque registrado em Caarapó em um intervalo de aproximadamente 30 horas. Na sexta-feira (10), Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos, conhecido como "Lescano", também morreu durante uma ação da mesma unidade policial no município.
O caso será investigado pelos órgãos competentes, que deverão apurar as circunstâncias da intervenção policial, conforme determina o procedimento legal para ocorrências com resultado morte.
Crédito Caarapó News






