Ivinhema
O fortalecimento do comércio passa pela retomada do consumo e pela presença nas redes sociais
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Ivinhema Valentim Peixoto de Albuquerque, acredita que o fortalecimento da nossa economia depende de dois fatores fundamentais: o dinheiro voltar a circular dentro do comércio local e as empresas se adaptarem às novas formas de consumo.
Durante muito tempo, as apostas on-line, conhecidas como bets, contribuíram para comprometer parte da renda das famílias brasileiras. Dinheiro que poderia ser utilizado na compra de alimentos, roupas, calçados, móveis e outros produtos acabava sendo destinado aos jogos. Além disso, as dívidas acumuladas por muitas famílias reduziram ainda mais o poder de compra, prejudicando diversos setores da economia, especialmente o de alimentação.
Com a redução desse comprometimento da renda familiar, existe a possibilidade de que mais dinheiro volte a circular no comércio, beneficiando empresas de diferentes segmentos. Quanto maior for a capacidade de consumo das famílias, maiores serão as oportunidades para os nossos empresários.
Mas precisamos olhar também para uma outra realidade: o comportamento dos consumidores mudou.
Muitos empresários reclamam da queda nas vendas, mas hoje não basta abrir as portas da loja e esperar que o cliente entre. Cada vez mais, os consumidores pesquisam produtos, comparam preços e fazem suas compras pela internet, sem precisar sair de casa.
Nesse cenário, as redes sociais deixaram de ser apenas uma ferramenta de divulgação. Elas se tornaram um importante canal de vendas.
O empresário precisa ir até o cliente, apresentar seus produtos, mostrar as novidades, divulgar ofertas e despertar o interesse de quem está do outro lado da tela. Em vez de esperar o consumidor chegar à loja, é necessário levar a loja até o consumidor, utilizando as ferramentas digitais disponíveis.
Em um levantamento realizado com empresas que passaram a utilizar as redes sociais de maneira mais estratégica, identificamos relatos de resultados expressivos, incluindo negócios que afirmam ter chegado a faturar até três vezes mais. São experiências que demonstram o potencial dessas ferramentas quando utilizadas com planejamento, frequência e estratégia. Disse Valentim
Vamos imaginar uma empresa com seis funcionários. Cada um possui suas próprias redes sociais e uma rede de contatos que pode alcançar milhares de pessoas. Se cada funcionário tiver, por exemplo, cinco mil seguidores ou contatos, estamos falando de um potencial de alcance de até 30 mil conexões.
Imagine esses colaboradores divulgando os produtos da empresa, compartilhando ofertas, apresentando novidades e direcionando potenciais clientes para a loja, o WhatsApp ou o canal de vendas on-line.
É claro que nem todos esses contatos verão as publicações, e alcance não significa venda garantida. Mas estamos falando de uma oportunidade que o comércio não pode ignorar.
O futuro do comércio não está apenas em esperar o cliente chegar. Está em saber como chegar até ele.
Precisamos incentivar nossos empresários a investir em capacitação, melhorar sua presença digital e preparar suas equipes para vender também pelas redes sociais. O comércio físico continua tendo seu valor, mas precisa caminhar junto com as novas tecnologias e os novos hábitos dos consumidores.
A Associação Comercial e Industrial de Ivinhema acredita na força do nosso comércio, na capacidade dos nossos empresários e no potencial de crescimento da nossa cidade.
Quando o dinheiro circula dentro da economia local e nossas empresas aprendem a alcançar mais consumidores, todos podem ganhar: os empresários, os trabalhadores, as famílias e Ivinhema.
Vender mais exige adaptação, estratégia e iniciativa. Quem espera apenas pelo cliente pode perder espaço. Quem aprende a chegar até ele amplia suas oportunidades. Finaliza Presidente
Dados reais:
O dinheiro que antes era destinado às apostas online pode voltar aos carrinhos de supermercado, mas o alto endividamento das famílias deve retardar essa recuperação. A avaliação é da Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados), que considera o fim das bets uma oportunidade para recuperar parte dos recursos que deixavam de ser utilizados em despesas básicas, como a alimentação.
Para a entidade, as apostas comprometiam uma parcela do orçamento doméstico que poderia ser destinada à compra de produtos essenciais. Com a proibição das plataformas, a expectativa é de que esses valores retornem gradualmente ao comércio, principalmente aos supermercados.
"Esperamos que esses valores retornem aos supermercados de forma gradativa, mesmo porque há um nível de endividamento muito alto da população", pondera nota da entidade, que ainda destaca que o movimento deve ser lento e não imediato.
O levantamento considerou que as restrições às apostas online podem estar contribuindo para aliviar o orçamento das famílias e favorecer a compra de alimentos. A avaliação, contudo, ainda não representa uma recuperação consolidada das vendas.
O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) faz a mesma previsão. O presidente nacional da entidade, Rodrigo Soares, já comentou que o capital antes usado nessas plataformas vai voltar para as mãos dos consumidores, reaquecendo o varejo. Somente em 2025, as bets somaram R$ 65 bilhões em apostas dos brasileiros.
Proibição – As bets foram proibidas em todo o território nacional por meio da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. A determinação alcança apostas esportivas e jogos online de quota fixa, inclusive aqueles oferecidos por empresas sediadas no exterior.
Desde a publicação da medida, as plataformas ficaram impedidas de receber novos depósitos. O cronograma estabeleceu que os sites e aplicativos deveriam deixar de funcionar em 6 de outubro.
Os apostadores tiveram até 5 de outubro para retirar voluntariamente os saldos disponíveis. Para os valores não resgatados, a legislação estabeleceu procedimentos de devolução pelas instituições financeiras, com participação da Caixa Econômica Federal nos casos de dificuldades operacionais.
Crédito Associação Comercial de Ivinhema/Colaboração site Campo Grande News






